Organização
Artista
Artur Bordalo (Lisboa, 1987) utiliza o nome artístico Bordalo II, que escolheu como homenagem ao seu avô, o pintor Real Bordalo, de forma a promover uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico. A sua juventude decorreu entre as horas passadas no atelier do seu avô Real Bordalo, que tinha uma paixão incessante por aguarelas e óleos e retratou paisagens e cenas típicas da cidade, e as aventuras em torno do graffiti ilegal no submundo da cidade de Lisboa .

Frequentou o curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa durante oito anos, sem nunca o ter concluído, mas diz que esses anos permitiram-lhe descobrir a escultura, a cerâmica e experimentar uma variedade de materiais que o distanciaram da pintura , que o havia levado para lá em primeiro lugar.

O espaço público tornar-se-ia o palco escolhido para as suas explorações da cor e da escala e a plataforma onde gradualmente transformou os seus hábitos e canalizou as suas experiências na construção e desenvolvimento do seu trabalho artístico, que hoje se centra no questionamento da sociedade materialista e gananciosa de do qual ele (também) faz parte. 

A produção e consumo excessivo de coisas, que resulta na produção contínua de “lixo” e consequentemente na destruição do Planeta, são os temas centrais de sua produção. Este “lixo” assume-se como a matéria-prima invulgar e única que Bordalo utiliza na construção de peças de pequena e grande escala que tem espalhado pelo mundo e que, acima de tudo, pretendem ser o veículo de um manifesto universal.


Obra
“Estrelinha-de-Santa-Maria”

Agosto 2021

Vulgarmente conhecida por Estrelinha-de-Santa-Maria, este passeriforme tem como nome científico Regulus regulus sanctaemariae (Vaurie, 1954). A sua área de distribuição está restrita à ilha de Santa Maria representando, portanto, uma subespécie endémica para a ilha e um contributo para o aumento da biodiversidade natural dos Açores.

A adaptação às condições climáticas e à alimentação, condicionada pelo isolamento geográfico, fizeram com que ao longos dos tempos esta população ganhasse caraterísticas morfométricas distintas das demais populações, da mesma espécie, da região do Paleártico Ocidental.

Adaptada à floresta nativa, típica da Laurissilva, sofre, ao longo da história do povoamento da ilha, da perda e fragmentação do seu habitat. É, por isso, uma subespécie considerada como Criticamente em Perigo e protegida por lei.

Como identificar ?
Relativamente difícil de ser observada, por estar em constante movimento, é comum ausculta-la em silabas interruptas, entre as árvores de Urze e Pau-branco. A Estrelinha-de-Santa-Maria pesa entre 4 a 5,5 gramas. Coloração pálida nas partes esbranquiçadas do corpo e pouco brilhante na sua coloração amarela e castanha, com um maior destaque nos tons de verde-azeitona. A fêmea apresenta uma poupa amarela e o macho com tons de vermelho.


Outras obras do Festival Maré de Agosto

...

NOS MORNA

Tutu Sousa

...

O tesouro mais precioso

Zed1

...

soundwave

IronArt

...

Portugal Carving

Nelson Ramos

...

S'NAIL IT

Osir

© Associação Cultural Maré de Agosto - 2022

www.maredeagosto.com